sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Belmonte - Portugal

Por Maria Goreti de Sousa Marinho


Conhecer Belmonte, Portugal, foi um presente, um momento único. Conhecer a vila portuguesa em que nasceu nosso descobridor Pedro Álvares Cabral, e mais que isso, conhecer a história da descoberta de nosso país do outro lado do Atlântico, visto pelo olhar de portugueses, me fez encher de orgulho e ter muitas saudades do meu país.

Belmonte é uma vila que fica no Distrito de Castelo Branco, situada no cume de relevos montanhosos maravilhosos, com cerca de 3.200 habitantes. O município é limitado a norte pelo município da Guarda, a leste pelo Sabugal, a sueste pelo Fundão e a oeste pela Covilhã.

Verdadeiramente marcante nesta vila foi a presença romana. Efetivamente, os romanos, atraídos pela riqueza mineira e agrícola desta região, depressa se aperceberam da importância estratégica e econômica deste território atravessando-o com vias.

No séc. XIII, Belmonte era já uma vila bastante povoada por cristãos e judeus, justificando a existência de duas igrejas e uma sinagoga.

Em 1466 a família Cabral fixa-se definitivamente em Belmonte. Em 1500, Pedro Álvares Cabral foi nomeado para comandar a poderosa armada portuguesa, procurando estabelecer relações políticas, diplomáticas e comerciais com as Índias. Bem, daí em diante, já conhecemos a História...

Voltando à Vila de Belmonte, que além de possuir sítios arqueológicos da época romana , possui também o Castelo datado do século XIII, onde morou a família de Pedro Álvares Cabral e que hoje tem funções turísticas e culturais. Foi um privilégio como cultura geral conhecer tal local. Belmonte é uma vila onde a preservação da História em que estamos incluídos é bastante rica, e deve fazer parte de um roteiro turístico.

Na vila, podemos conhecer o Museu Judaico, um espaço singular pedagógico-didáctico sobre o Judaísmo, a cultura do povo judeu e a história dos cristãos-novos, e a sua persistência religiosa judaica através dos séculos.

O Ecomuseu do Zêzere, onde se pode estudar o percurso do rio Zêzere desde a sua nascente até à foz, assim como a fauna e flora, me lembrou muito a história do rio Tietê.

O Museu do Azeite foi construído no final do século XIX e início do século XX, destinava-se originalmente à transformação da azeitona de pequenos produtores. Após o seu encerramento, este espaço foi completamente abandonado até ser recuperado para a instalação do Museu, organizado com o propósito de mostrar o processo da transformação da azeitona em azeite. É um espaço muito legal, principalmente para nós que só conhecemos o azeite embalado.

No Museu do Azeite pode-se fazer uma espécie de tiborna, ou seja, provar pão molhado no azeite, e provar patês de diferentes tipos de azeitonas, muiiiiiiiiiiiito bom.

Mas o lugar onde me senti em casa foi visitando o Museu das Descobertas/Centro de Interpretação À Descoberta do Novo Mundo (DNM) que surgiu para que se fizesse conhecer um dos maiores feitos de sempre da História das Descobertas Portuguesas – o Achamento do Brasil.

Foi com a intenção de homenagear este importante capítulo da história nacional e mundial que se instalou no antigo Solar dos Cabrais (Casa dos Condes), o Centro Interativo da Descoberta do Novo Mundo.

Este espaço propõe-se dar a conhecer, estudar e divulgar o feito de Pedro Alvares Cabral, e a explorar a História da maior nação de expressão portuguesa, que ao longo de 5 séculos construiu-se através de uma extraordinária convivência de culturas.

Visitar o DNM é como fazer uma viagem com mais de 500 anos. É um aproximar à história dos descobrimentos e do Brasil. Por isso esta epopéia foi produzida utilizando como recurso as mais modernas tecnologias e técnicas museográficas de forma a ser entendida e compreendida por todos os públicos, inquietando-os, estimulando-os e dando-lhes a possibilidade de participarem, conhecerem e interpretarem a nossa história.

O DNM é um espaço de sensações e emoções que nos faz compreender, respeitar, sonhar e viajar. É uma viagem pelo Tempo.

No DNM, a Multimídia está ao serviço dos conteúdos. Ela é o meio para se apresentar de uma forma diferente e inovadora a História de uma viagem e de um país.

Neste âmbito, procurou-se sempre com rigor histórico e cientifico apresentarem temáticas e assuntos que de outra forma não seria possível.

Este é um museu vivo, que mantém uma dimensão imagética e sonora que se estende e aproveita os recursos tecnológicos atuais e amplia as potencialidades dos seus conteúdos através da virtualidade, da acessibilidade, da multimédia, da interconexão e da multiplicidade.

No Museu das Descobertas lembrei-me do Museu da Língua Portuguesa. Ambos têm muita semelhança na sua forma e conteúdo. Ambos falam de nosso passado.

sábado, 2 de outubro de 2010

Recoleta - Buenos Aires

Há muito o que se aprender sobre um povo a partir do estudo de seus ritos funerários.
Na Argentina é possivel fazer uma visita monitorada ao Cemitério da Recoleta e entrar em contato com alguns aspectos importantes sobre a cultura do lugar.

O cemitério da Recoleta é o mais antigo cemitério público de Buenos Aires, data de 1881. Nele estão sepultados heróis da Independência, presidentes da República, militares, cientistas, artistas, intelectuais.
Merece a visita pela sua sumptuosidade, sua beleza escultural, e também pela importância dos que ali, descansam eternamente.


Entre eles os restos mortais de Eva Peron


Não chores por mim Argentina,
minhalma está contigo,
A vida inteira eu te dedico, mas não me deixes, Fica comigo,
Jamais o poder ambicionei, mentiras falaram de mim,
Meu lugar é do povo a quem sempre eu amei,
Eu só desejo sentir bem de perto o seu coração batendo por mim com fervor,
Que nunca me vou esquecer,



Essa escultura me chamou atenção por representar a vida de uma mulher. Uma professora italiana que fundou a primeira escola de normalistas em Buenos Aires


Este cemitério como vários outros nos remetem a necessidade do homem de eternizar-se perante a sociedade e fazer do seu túmulo um símbolo de prosperidade. Assim, os jazigos foram confeccionados por artistas trazidos da Europa especialmente para adornar a morada definitiva.
Os aspectos monumentais, ou humildes dos mausoléus representavam indiretamente a importância de determinadas famílias perante à sociedade da época.

Endereço: Junín 1760, Recoleta

Milongas em Buenos Aires

Quando for convidado para uma milongas, sabia que irá a um local onde baila-se o Tango.
La Catedral - Parakultural

Não se assuste com a entrada..
É um galpão cenográfico onde pessoas "normais" vão para aprender e bailar o tango.

Olha só este bar!

Uma dica: O balcão é melhor lugar para ficar.
Você paga 10,00 pesos na Quilmes de 1 litro, tem vários vinhos na carta da casa para todos os bolsos e gostos

Está parede!
Quem frequenta?
Pessoas lindas de todas as idades das mais diferentes partes do mundo e muitos argentinos é claro!


Os professores. Maravilhosos !!!!!!!

Pode chegar a três aulas por noite.
Nos participamos da "classe", é assim que eles chamam as turmas, das 22h30 é quando o povo começa a chegar.


Este senhor, um argentino de pelo menos 70 anos, uma simpatia e muito, muito paciente, convida a todas as mulheres a dançar o tango e não adianta dizer que não sabe, pois ele diz... Tudo bien eu ensino-te a bailar
Uma graça !!!
Entrada: 15 pesos com direita a aula
Dica imperdível !!!!!!
Av. Sarmiento, 4006 - com a Avenida Medrano - Almargo -Buenos Aires - Argentina

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

UM DIA DE LUZ!

Patricia Helena Rocha
Sair do confinamento...
Desentocar...
Caminhar...
Perceber...
Olhar...
Luz...

Acompanhar o professor Luis Octávio Rocha em um passeio apreciando a cidade sob o ponto de vista artístico, arquitetônico e paisagístico, na região da Luz, em São Paulo fez deste domingo um dia muito especial.

Várias pessoas de todas as idades participaram do projeto “PERCEPÇÕES URBANAS” promovido pelo Espaço Viveka.

O objetivo desse projeto é perceber, conhecer a nossa cidade. Andar a pé num dia de luz aqueceu nossas almas e clareou nossos olhares.
Pinacoteca. Um lugar repleto de arte.

A Avenida Tiradentes com suas calçadas largas, é um convite para continuarmos nossa caminhada. Lá observamos o Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, a Chaminé remanescente da primeira usina termoelétrica da cidade, o antigo Seminário Episcopal e Matriz de São Cristóvão, o Quartel da Luz.

Edifício Paula Souza e o Edifício Ramos de Azevedo



Nessa mesma praça, em estilo neo clássico, onde observamos a simetria do arquiteto Ramos de Azevedo nos edifícios.

Jardim da Luz
Mais antigo Jardim Público da cidade, este parque tem especial significado para a história de São Paulo. Data de 1798/99 a idéia de estabelecer o "Jardim Botânico da Luz", sua inauguração, porém, só aconteceu em 1825 e era o único local de divertimento e descanso da população. Sua utilização como "Jardim Botânico" logo foi abandonada e, em 1838, tornou-se simplesmente um "Jardim Público". Data de 1875 a solução definitiva para o abastecimento de água do parque, que vinha passando por modificações desde 1868. Nessa ocasião o Jardim já encontrava-se totalmente cultivado e arborizado e foram implantadas também as 4 estátuas, representando as estações do ano, e as 2 referentes à mitologia – Vênus e Adonis – vindas do Rio de Janeiro.
À medida que vamos “adentrando” nesse maravilhoso lugar, o barulho fica lá fora e sons de pássaros, folhas de árvores ao vento, silêncio aparecem. Parece mágica!!!!

Estação Julio Prestes

Construída entre os anos de 1926 a 1938, a Estrada de Ferro Sorocabana, totalmente restaurada abriga a Secretaria de Cultura do Estado e a Orquestra Sinfônica do Estado, a sala São Paulo. O mais incrível é o isolamento acústico. A orquestra tocando na Sala São Paulo sem que possamos ouvir um barulhinho do trem. Aos domingos acontecem os concertos matinais com entrada gratuita.

Estação da Luz


Construída em 1867, a primeira estação ferroviária da “The São Paulo Railway”, ligando o porto de Santos a Jundiaí para escoar as mercadorias da economia cafeeira. Hoje, totalmente restaurada, além de funcionar como estação de trens da CPTM e do Metrô, abriga o Museu da Língua Portuguesa, atualmente com a exposição Fernando Pessoa.

“Todos os dias é um vai-e-vem

A vida se repete na estação

Tem gente que chega pra ficar

Tem gente que vai pra nunca mais

Tem gente que vem e quer voltar

Tem gente que vai e quer ficar

Tem gente que veio só olhar...

M. Nascimento e F. Brant

terça-feira, 7 de setembro de 2010

"O poeta está vivo
Com seus moinhos de vento
A impulsionar
A grande roda da história...
Mas quem tem coragem de ouvir
Amanheceu o pensamento
Que vai mudar o mundo
Com seus moinhos de vento..."
Roberto Frejat e Dulce Quental



Dom Quixote com seu cavalo Rocinante e seu fiel escudeiro Sancho Pancha

Conjunto Nacional - Av Paulista

Livraria Cultura

Livraria Cultura, de São Paulo. Localizada no Conjunto Nacional, na avenida Paulista, ela abriga um acervo de 150 mil títulos espalhados em 4,3 mil metros quadrados. Com linhas modernas, ela foi construída, em maio de 2007, onde era um cinema. Projetada pelo arquiteto Fernando Brandão, ela tem um café com paredes de vidro com visão para as ruas. No piso superior, há um teatro com capacidade para 166 pessoas. Desta forma, A Livraria Cultura conseguiu se transformar no local de encontro favorito dos intelectuais paulistanos e suas noites de autógrafos costumam ser um dos pontos altos da efervescência cultural na cidade.

A livraria Cultura entra na categoria Platinum, livrarias para você ver, espaços convidativos para manusear os livros, café e um espaço maravilhoso para crianças deixar a imaginação voar.


Lá fomos nós eu e minha parceira inseparável Bete, juramos que iríamos a Cultura somente para uma pesquisa de títulos de literatura infantil para crianças de 0 a 6 anos e estabelecendo alguns critérios para as que freqüentam creche, no município de São Paulo chamado de Centro de Educação Infantil, e para as Escolas de Educação Infantil que estamos prometendo fazer a algum tempo.



Ler dentro de um dragão... Olha que máximo!

O cuidado com as cores, com o material, um lugar que realmente acolhe.


Tenho alguns amigos de exatas que diz que é uma besteira sem tamanho predender-se as questões de estética. Mas se coloca no lugar dessas crianças. Você consegue pensar em um ambiente tão educador?
Imagina um lugar mais ou menos parecido com isso em nossas escolas.

A lista está saindo a Bete já fez a parte dela, estava ficando bem legal, gostaria de poder me dedicar mais as estas coisas que me dão prazer, mas sabe como é decidi ser professora, amo o que eu faço, mas ganho muito pouco...hahah
Livraria Cultura.
Conjunto Nacional - Av Paulista com a Rua Augusta. São Paulo - Capital